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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Equipe do Fantástico presencia resgate de bebê de três meses

Ana Júlia foi encontrada pelos bombeiros. O Corpo de Bombeiros recebeu, durante as cinco horas em que a rede telefônica da cidade resistiu ao temporal, 500 ligações com pedidos de socorro.



Os bombeiros em Nova Friburgo perderam três companheiros durante o resgate do bebê Nicolas e do pai dele, mas continuaram lutando e salvaram uma menina de três meses.
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Na madrugada da última quarta-feira (12), bombeiros de Nova Friburgo atendem às primeiras chamadas de emergência.

Durante as cinco horas em que a rede telefônica da cidade resistiu ao temporal, 
os bombeiros receberam 500 ligações. 

Mulher: Está todo mundo nervoso, o negócio está brabo, hein?
Bombeiro: Eu estou com 11 desabamentos com vítimas, três deles com criança, dois bombeiros disponíveis que não conseguem sair do quartel, porque está tudo alagado.

O pelotão do tenente Francisco Risso retornava ao quartel depois de atender a um dos chamados quando viu um desmoronamento de casas no centro da cidade. Esse pelotão foi o primeiro a chegar para o difícil resgate da família do bebê Nicolas. Eles sabiam que, durante a operação, havia o risco de um novo desabamento – o que acabou acontecendo.

“Foi uma coisa instantânea, a montanha de terra desceu, só deu tempo de correr e pela mão de Deus alguns conseguiram se salvar. Infelizmente, não foi a sorte dos companheiros que acabaram por falecer”, lamentou o tenente Francisco Risso, do Corpo de Bombeiros.

Três bombeiros morreram. Os soldados Victor Lembo e Flávio Freitas tinham entrado na corporação em 2008. Lembo era solteiro e morreu aos 29 anos. Casado, o soldado Freitas tinha 24.

“Eu convivi com eles. E o Corpo de Bombeiros acaba sendo nossa família. A gente não é só bombeiro. Tem a afinidade e a caserna. Às vezes, a gente se emociona, porque eram bons meninos”, diz o comandante João Paulo Mori, do Corpo de Bombeiros.

O terceiro sargento Marcos Antônio Verly deixou mulher Izolina Verly e um filho. Ela conta que não queria que ele fosse trabalhar durante a madrugada. “Eu falei com ele para esperar o dia amanhecer. Ele disse: ‘Não se preocupa, que eu vou para o quartel. Não vou ficar na rua, vou para o quartel’. Só que ele não foi para o quartel, foi direto fazer o resgate”, conta Izolina.

O tenente Risso sobreviveu ao desmoronamento. “Perdemos os três companheiros que estavam trabalhando junto, e a gente ter tido a sorte de sobreviver é só pela interferência de Deus realmente”, comenta o tenente Risso.

“Eu tive a graça de o meu filho estar vivo, mas essas mães que perderam seus filhos na mesma profissão dele. Quando sai de casa, a gente fica desesperada, ainda mais nessa situação em que a cidade acabou”, comentou Fátima Risso, mãe do tenente.

Um grupo de bombeiros sai do centro de Nova Friburgo e vai até o bairro de Campo do Coelho. Quando chegam, descobrem que não tem ninguém mais que possa ser salvo. A escola agora é um necrotério, e a remoção dos corpos vai ser bem difícil.

Os bombeiros precisam improvisar. A quadra de outra escola vira base de operações. As equipes se organizam para sair para as chamadas. São equipes mistas: tem Exército, Corpo de Bombeiros e também voluntários que vão servir de guias para identificar essas localidades de difícil acesso.

A busca é por corpos soterrados. “É muito pouco provável que haja vida ainda. São quatro dias, o cheiro já está bem forte. Então, possivelmente, só um milagre”, diz Renato Rodrigues, parente de vítima.

Para as famílias, cenas de resgate parecem mesmo milagre, mas, na verdade, são os bombeiros trabalhando sem parar. Quando chove forte em Friburgo, uma corredeira de lama se forma em uma rua. Voluntários correm para tentar ajudar os bombeiros que estão do outro lado da enxurrada. Tentam improvisar uma ponte, mas não conseguem. O jeito é tentar uma corrente humana.

Os bombeiros acabam de resgatar um bebezinho. “É minha sobrinha. Ela tem três meses. A gente estava em casa, só que começou a chover muito forte, não teve como a gente sair”.

A tia foi resgatada minutos antes. Graças aos bombeiros, ela leva o bebê, que se chama Ana Júlia, para os braços da mãe.

“A gente viveu os extremos da tristeza e da felicidade. Mas essa é a nossa missão, nosso sacerdócio, a vida do bombeiro é essa”, afirma o comandante Itamar Oliveira, do Corpo de Bombeiros.

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